Cartão é igual a dinheiro

O governo volta a falar na possibilidade de permitir que o lojista cobre a mais do consumidor se ele usar o cartão na hora do pagamento. Insisto que cartão é dinheiro, principalmente num período em que o risco de andar com cédulas no bolso é cada dia maior. O consumidor já paga uma anuidade para ter o cartão, e se quitar a conta na data do pagamento, não tem porque ser penalizado com preço maior. Se o lojista aceita cartão tem que assumir os custos com a administradora. Se não quiser é só não aceitar. Vamos pressionar para que não volte preço diferente no cartão.

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22 comentários feitos no blog

  1. Ricardo Junior comentou em 04/07/12 at 11:47 Responder

    Infelizmente mais uma maneira de tentar tirar mais dinheiro do bolso dos brasileiros que já são duramente penalizados pela alta carga tributária!

  2. fabio comentou em 04/07/12 at 14:01 Responder

    O cartão aumenta em até 10% o preço dos produtos. É um absurdo sua afirmação Maria. O pagamento em espécie devia ter 10% de desconto obrigatório por Lei. E para quem não acha seguro andar com cedulas, lute por um país digno que tenha segurança e não fiquem tentando mudar o foco dos problemas.

  3. Kleber comentou em 04/07/12 at 16:05 Responder

    Sinceramente, me parece inocente este pensamento de “cartão é igual a dinheiro”. É óbvio que uma exigência deste tipo, ao invés de beneficar os usuários de cartão de crédito (diga-se de passagem utilizo muito) prejudicaria os que pagam em dinheiro pois os lojistas embutiram também no valor pago em dinheiro os custos do pagamento via cartão.

  4. Tomas comentou em 04/07/12 at 16:20 Responder

    Esta senhora não se cansa deste assunto. Impressionante é uma pessoa tão ativa em direitos do consumidor ter uma posição tão retrógrada.

    Receber 2% a menos dali a 40 dias não é o mesmo que receber em dinheiro à vista. É absurdo não permitir que não se possa cobrar diferente, quando nitidamente há custos diferentes.

    No fim, o consumidor que custa menos para o lojista paga pelo que tem maior comodidade, em vez de cada um pagar pelo seu custo.

    Seria como dizer que não pode cobrar frete diferente para lugares diferentes e que, quem não quiser cobrar tudo igual, não é obrigado a disponibilizar serviço de entregas em domicílio.

    Por mim, digo que o consumidor que não quiser pagar mais caro por sua comodidade que não compre.

    • Monica Aparecida Costa comentou em 04/07/12 at 23:12 Responder

      O Sr. Tomas tem uma visão simplista. Claro que é melhor receber em dinheiro, mas o consumidor compra muuuuito mais com cartão, e o seu lucro é maior. Vem depois de 40 dias, é só uma questão de tempo, mas o bom comerciante tem que ter projeção , plano de negócio, pensar no futuro!! Quem pensa como o Sr. Tomas com certeza perde muitos clientes e nem se dá conta.

      • Tomas comentou em 17/07/12 at 9:29 Responder

        Tem total razão. Com cartão o lojista pode vender mais. E sim, tem que ter plano de negócio e pensar no futuro. Parte desse plano de negócio pode incluir incentivar as vendas à vista para reaplicar mais capital no negócio.

        Portanto, tem também que deixar o lojista decidir o que faz sentido para ele (dinheiro mais ou menos barato que cartão) e deixar cada um tomar sua decisão de incentivos para o consumidor.

    • Dorothy Lamour comentou em 06/07/12 at 9:28 Responder

      Raciocine. A loja paga X% do valor da venda para a operadora, paga pelo uso da máquina, apos deduzidos esses valores recebe 30 dias apos a venda e paga tambem se quiser antecipar o recebimento.O problema está na OPERADORA e não na LOJA.

  5. Fernando comentou em 04/07/12 at 20:39 Responder

    O sistema atual, muito ao contrário do que afirma a colunista, prejudica o consumidor e beneficia as operadoras de cartão. O consumidor não sabe quanto está pagando de taxa embutida no preço do produto (além do que ele já paga de anuidade, obviamente). E, sem esse conhecimento, as operadoras – que já são poucas – não precisam competir entre si para cobrar taxas menores. Para o consumidor que usa dinheiro, a situação é ainda pior, pois tem de arcar com uma taxa a que não deu causa. Tomara mesmo que o Governo ganhe mais essa queda de braço.

  6. ohmygosh comentou em 04/07/12 at 20:39 Responder

    Não acredito que o governo pensa em permitir que isso ocorra! Que absurdo. Além de pagar mais no exterior, agora em território nacional? Não bastavam a ganância de muitos comerciantes e a cobrança de impostos unilaterais do governo?

  7. Daniel comentou em 04/07/12 at 21:04 Responder

    Todo custo já está no preço, não existe almoço grátis!

    Discordo veementemente da opinião da escritora. As empresas arcarem com abusivos 3 a 5% de taxas de cartão e ainda o custo do capital de 40 dias para receber é que é um absurdo.

    Típica opinião de quem estuda pouco de finanças e acredita que os preços aumentarão: os preços estão altos por esse tipo de ineficiência!

  8. Breno N. comentou em 04/07/12 at 21:35 Responder

    Como diria os americanos, não existe almoço grátis.
    E óbvio que não pode ser a mesma coisa as duas formas de pagamento. Quem paga o pato é quem usa espécie. O comerciante vai embutir no preço o custo. Se acabar com essa temeridade, as operadoras de cartão terão que baixar as taxas que cobram dos comerciantes para não perder mercado.

  9. Fatima comentou em 04/07/12 at 21:38 Responder

    Concordo com você inteiramente, Maria! Querem embutir (além do que já fazem, mas não com autorização legal) os custos da operadora do cartão no consumidor; não havendo qualquer garantia de que o pagamento em dinheiro tornaria o produto efetivamente mais barato! Ou seja, comerciante e operadora de cartões ganham; consumidor paga a conta… temos que aprontar uma gritaria; esta proposto é um abuso!

  10. Mario Barbosa comentou em 04/07/12 at 21:40 Responder

    Só uma bolada de $$$ proveniente das opeadoras de cartão explica a posição da colunista, suposta “defensora do consumidor”.
    Ao impedir o desconto pra quem paga em dinheiro, impede-se a concorrência do cartão com o dinheiro.
    Só aqui no Bananão (país a corrupção) é assim. Resultado? As maiores taxas do mundo para operadoras.
    Prejuízo pro consumidor, lucro pro duopólio visa-mastercard – e pra turma que ganha a bolada de $$$…

  11. hakim comentou em 04/07/12 at 21:44 Responder

    Não Sra, cartão não é igual dinheiro. Para aceitar cartão, é preciso alugar maquina a um preço absurdo, dinheiro não. Para aceitar cartão, é preciso esperar um mês ou até mais para receber, dinheiro não. Matemática simples.

  12. pierrick comentou em 04/07/12 at 21:47 Responder

    Maria Inês Dolci ,é uma pena ser colunista num jornal tão interessante e vc ser desprovida de bom senso á este ponto.
    Pois o bom senso quer que um consumidor que facilita a fluidez nos pagamentos, injetando dinheiro vivo e liquido na economia, dinheiro que pode ser imediatamente reinvestido, através de pagamento de funcionnarios, pagamento de conta ou titulo ou de despesa diaria dentro d´uma empresa, este consumidor sim, mereçe ter e ganhar uma vantagem que se chama ”DESCONTO”.
    E ninguém, nem o governo pode proibir uma loja de dar desconto á um cliente quando ela bem quer. O fato é que a colunista, de má fé, entende que o consumidor pagando em cartão paga mais caro, enquanto a realidade é o consumidor que paga em dinheiro que solicita um desconto e o obtém.
    A sua pressão, Maria Ines Dolci ,deveria ser para que as administradoras de cartão repassem para as empresas o valor das vendas num prazo de 48 horas como se opera na Europa e não com 30 dias como é o caso no Brasil .Maria Ines vc sabia disso?
    E vc insista em dizer que cartão é dinheiro? Então peça para o seu patrão pagar o seu salario em cartão.
    Também vc poderia ”pressionar ”como vc disse as administradoras á não cobrar anuidade, ou “pressionar” o governo á impor segurança nas ruas para que tudo mundo possa andar neste pais com cedulas no bolso sem medo.
    Mas não, vc prefere ”pressionar” a classe empresarial, aquela que dá emprego, aquela que constroi o Brasil de todo dia, aquela que arrecada imposto etc… Que falta de coragem da sua parte , ter medo de enfrentar os grandes(as administradoras de cartão) e os poderosos(o governo), preferindo bater nas empresas pequenas e medias .
    Esta falsa revolução sua , esta falsa defensa de consumidor não esconde as suas ideias COMUNISTAS.

    • Eu mesmo comentou em 05/07/12 at 21:41 Responder

      Falou e disse, concordo 100%. Deviamos começar a pressao sobre o UOL para a dispensa dessa colunista

  13. jerson dos santos comentou em 04/07/12 at 22:10 Responder

    Tenho minhas duvidas se a colunista e burra ou mal intencionada!
    receio que seja os dois!
    em qualquer lugar do mundo dinheiro tem custo, quem paga hoje nao pode pagar o mesmo que quem paga em 45 dias!

  14. Daniel comentou em 04/07/12 at 23:38 Responder

    Eu faço questão de explicar ao cliente que numa compra em 3x sem juros, a administradora fica com 13% Sendo que a cada 1000 reais, recebo 870,00. Igual a dinheiro? Duvido.

  15. Paulo Baia comentou em 05/07/12 at 1:30 Responder

    Está errado. O custo da venda para o comerciante é diferente, pois com cartão ele demora mais para receber e paga tarifas. Se o custo é diferente, faz todo sentido o preço final ser diferente. Preços não refletem qualidades intrínsecas das coisas, mas sim o seu custo de produção. Ao obrigar o comerciante a praticar o mesmo preço, ele optará pelo maior e que quiser pagar a vista perderá o desconto. É o mesmo caso dos preços que são iguais a vista ou em três vezes. Os juros estão embutidos e todos pagam o custo financeiro quer usem o crédito ou não. Além do mais, deve haver liberdade de comércio. As partes devem ser livres para pactuar qualquer coisa que não seja abusiva.

  16. FABIO CESAR comentou em 05/07/12 at 10:14 Responder

    Para o comerciante, cartão não é igual a dinheiro, pois recebe depois e descontadas as taxas. Não sou comerciante, não raciocino. E sinto-me prejudicado ao saber que, no preço dos serviços e produtos que compro, está incluído o custo do cartão, mesmo que eu pague com dinheiro. Acho justo que quem paga com dinheiro pague menos. E quem paga com cartão está ganhando milhas, pontos, sei lá.

  17. emilio comentou em 05/07/12 at 16:00 Responder

    É tendenciosa a forma que a bloguista escreveu “O governo volta a falar na possibilidade de permitir que o lojista cobre a mais do consumidor se ele usar o cartão na hora do pagamento”. O que estamos falando não é cobrar mais e sim permitir que se dê desconto quando o pagamento é em dinheiro. Na transação com cartão de credito ou debito, as taxas chegam a ultrapassar 5%, tem o aluguel das maquinas, tem taxa de tranferencia bancaria, e ainda um custo muito alto que são as linhas telefonicas pois cada transação é descontado um pulso, hoje custando aproximadamente R$0,30. Para quem vende produtos de pouco valor, por exemplo R$ 1,00, significa 30% do valor de venda do produto. Somando todas as taxas verifiquem quanto sobra para o comerciante. E segundo o Codigo de Defesa do Consumidor, o comerciante é obrigado a aceitar qualquer valor como pagamento com cartão caso essa madalidade de pagamento é aceita pelo estabelecimento. Pior para o comerciante que trabalha com mercadorias de pequeno valor, insignificante para quem trabalha com mercadorias mais caras. Como podem ver a bloguista defende as empresas de cartão, pois não tem concorrencia com o dinheiro vivo, defende em parte as empresas grandes que trabalham com grandes valores, e o pequeno comerciante, aquele que dá mais emprego, se vira sem ninguem para defendê-lo.

  18. Dalton comentou em 12/12/12 at 0:49 Responder

    Que tal reescrever a primeira sentença do post da colunista desta forma:

    “O governo volta a falar na possibilidade de permitir que o lojista cobre a mais do consumidor se ele usar o cartão na hora do pagamento.”

    –>

    “O governo volta a falar na possibilidade de permitir que o lojista cobre *a menos* do consumidor se ele *não* usar o cartão na hora do pagamento.”?

    A redação escolhida pela colunista só demonstra a quem ela serve. Em momento algum levantou ela prós, contras e muito menos deixou claras as partes interessadas: consumidores, lojistas e bancos detentores das bandeiras de cartões de crédito. Estes, os que verdadeiramente seriam “prejudicados” por tal medida (se é que é possível prejudicar essa turma de alguma forma).

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