Maria Inês Dolci

Defesa do Consumidor

Perfil Maria Inês Dolci é coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha.

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Endividamento e baixa renda

Por mdolci
12/06/12 09:28

Não havia porque esperar o contrário: são os consumidores de baixa renda (de até R$ 500,00 mensais) os que mais recorrem ao crédito após queda de juros. O que significa isso? Endividamento de quem ganha menos, na vertiginosa tentativa do governo federal de evitar um PIBinho em ano eleitoral. Até agora, contudo, isenções de impostos em alguns segmentos industriais – automóveis, por exemplo – e ampliação do crédito não tiveram o efeito desejado. Tudo aponta para um crescimento da economia inferior ao do ano passado. A dúvida é: se os consumidores de baixa renda entrarem em 2013 com muitas dívidas, a crise não avançará por mais tempo?

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Comentários

  1. Jean César comentou em 12/06/12 at 10:45

    A resposta é sim!

  2. guy fontgalland rocha de castro comentou em 12/06/12 at 12:05

    CLARO, TINHA TUDO PRÁ SER CONTRA O FUDIDO, PRÁ FUNDAMENTAREM AS MENTIRAS

  3. Gilberto comentou em 12/06/12 at 12:47

    A verdade é que a sociedade como um todo está no limite do endividamento e isso fatalmente só está postergando os sinais visíveis da crise. Quando se toma empréstimo para pagar dívidas, o sintoma é evidente.

  4. Mauricio Santos comentou em 12/06/12 at 19:41

    Perfeita analise Gilberto, assino em baixo

  5. Neco comentou em 12/06/12 at 20:05

    Realmente juro barato e crédito em oferta não deixa de ser uma tentação. Mas, e depois, vai dar pra pagar?

  6. Jorge comentou em 12/06/12 at 20:16

    João ganha 500 reais, tem uma folga no orçamento de 50 reais. Compra um bem de 1200 reais “em 24 vezes sem juros”. Quando ele vai voltar a ter folga no orçamento para comprar outro bem?
    Tão simples…

  7. Ricardo Santa Maria Marins comentou em 12/06/12 at 20:22

    Olá! Caros Comentaristas! E, Dolci! Se o PIBinho ultrapassar os 2,2%, tá ótimo. Sobre endividamento o mais grave é a alavancagem no mercado imobiliário brasileiro. Há descasamento entre o custo e o preço de partida no Stand. Preço exagerado, aí começa o financiamento que estoura a boca do balão, digo, do preço. O pior alonga em 35 anos. O alongamento só reproduz mais juros na conta do pretendente adquirente imobiliário desprotejendo-o! No fundo; investidor e pretendente adquirente se ferram se houver revés econômico financeiro. E, bonito na foto, ficam só os BANCOS, como sempre. E a resposta à pergunta é: SIM! Infelizmente, estamos em um processo de TOTAL apoio institucional à IMPROBIDADE consentida e/ou sublimada e a alavancagem e, USURA desmedida, sem qualquer contrapartida aos que buscam crédito. Dependendo do andar da coisa, podemos estar formando um país, NAÇÃO que será parecida com a Bolha Americana e descompasso Espanhol. Primos distantes, porém, próximos da GRÉCIA. Será que é isso que desejam nossos Gênios gestores da coisa pública? Se é que sabem o que é Público e o que é Privado! OPINIÃO!

  8. silas comentou em 13/06/12 at 12:02

    É…Voce, Maria Inês Dolci bem que poderia aproveitar o ensejo acerca da matéria e inserir o lucrinho básico dos bancos, Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa, nessa ordem, totalizando quase 52 BILHÕES DE REAIS !!! Não é formidável ? Num país onde os bancos tiram o sangue ( sem serem bancos de sangue) dos brasileiros e brasileiras que suam sangue para honrarem seus compromissos, NINGUÉM OUSA DESCER O PORRETE NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS… Temos muito que aprender com os orientais, inclusive no quesito EXIGIR DIREITOS NEM QUE SEJA DEBAIXO DE CHUVA ( DE BALAS, BOMBAS…). Mas não nos preocupemos. Afinal, os estádios estão sendo construídos ( hospitais abandonados e ruindo sobre as cabeças de funcionários e pacientes juntamente com a população que PAGA IMPOSTOS ESCORCHANTES…) e deverão ficar prontos. AÍ SIM !!! BRASILEIROS E BRASILEIROS DEMONSTRARÃO NAS RUAS TODA A SUA CONSCIÊNCIA COLETIVA, SEUS ESPÍRITOS PÚBLICOS E SAIRÃO DE BUNDAS E SEIOS DE FORA, PINTADOS DE VERDE E AMARELO…É ISSO QUE O POVO GOSTA….É ISSO QUE OS GOVERNOS ( FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL) QUEREM. E É ISSO QUE O POVO MERECE.

    • Ricardo Santa Maria Marins comentou em 13/06/12 at 19:01

      Olá! Caros Comentaristas! E, Dolci! Caro Silas, o POVO não merece. Sequer possui consciência desse evento. É uma espécie de histeria coletiva induzida intencionalmente, um pouco de Freud (indivíduo) e um pouco de Yung (coletivo)! A solução, como ponta pé inicial, para alterar isso é: VOTO FACULTATIVO. E mais, NÃO, repetidamente, NÃO é necessário exigir nada insultado ou insuflado por balas e bombas. Isso é coisa de gente AUTORITÁRIA e ARBITRÁRIA. Na democracia se resolve a “contradição” com argumentos. Porém, para que “ARGUMENTEM” em nome do POVO, precisamos tirar as AMARRAS da ESCRAVIDÃO ELEITORAL IMPOSTA pelo “voto – escravo – OBRIGATÓRIO” como sói acontecer. Então: Vamos EXIGIR o VOTO FACULTATIVO – voto livre. E às coisas começarão a MUDAR! Em minha ótica: SEMPRE DE MANEIRA ORDEIRA e de consciência CÍVICA, PELO VOTO FACULTATIVO! OPINIÃO!

      • sylvio lincoln comentou em 14/06/12 at 17:44

        Caríssimo Marins, o voto é facultativo… e faz tempo… é o voto nulo…

        • Ricardo Santa Maria Marins comentou em 16/06/12 at 12:35

          Olá! Caros Comentaristas! E, Dolci! Caro Sylvio Lincoln, deixa disso! NEGATIVO! O Voto Nulo, significa nenhuma escolha!!!
          Já, o Voto Facultativo, LIVRE, significa escolha opcional LIVRE e será por CONVENCIMENTO, ainda que nula; o que obriga aos pretendentes políticos terem um desempenho melhor e falarem ao POVO e mais, SE OBRIGAREM ao que FALAM! Pois, no voto facultativo, LIVRE, se o político após eleito NÃO cumprir o que prometeu levará PÁU! Hoje, com o VOTO ESCRAVO OBRIGATÓRIO direto e passível de PUNIÇÃO, inclusive pecuniária, e, outras, permitem aos políticos serem eleitos SEM qualquer critério. A maioria VOTA “SEM” posição definida e apenas por OBRIGAÇÃO e para NÃO ser MULTADO em GRANA e PUNIDO! Então: Voto nulo é, e representa um cenário e, VOTO FACULTATIVO representa outro cenário e com certeza; DEMOCRÁTICO. Voto OBRIGATÓRIO é coisa de NAÇÃO AUTORITÁRIA, com viés FASCISTA em mentalidade e escravocrata! OPINIÃO!

  9. Fabio César comentou em 14/06/12 at 9:55

    Utilização excessiva de crédito revela inexistência de educação financeira básica. Sempre que alguém entra em um banco, realiza um excelente negócio. Excelente para o banco, logicamente. E não há do que reclamar, pois ninguém é forçado a contrair um empréstimo com uma arma encostada na cabeça.

    • Ricardo Santa Maria Marins comentou em 15/06/12 at 0:40

      Olá! Caros Comentaristas! E, FRED! A arma, Caro Fabio César é a circunstância psicológica envolvida. O Estado deve atuar equilibrando as relações de consumo, inclusive, de juro/juros, quando o efeito for maior que 0,9489% ao mês para operações normais e 0,42% ao mês para operações vinculadas como no caso dos aposentados. Fingir que isso é desnecessário é coisa NÃO séria. Senão: Para que precisamos do ESTADO? Cada qual pega uma arma e decide como lhe aprouver! O fato concreto é: Todos, sem exceção, ao se relacionarem com bancos e instituições financeiras, estão por princípio, sendo ROUBADOS OU FURTADOS. E cabe ao governo dar certos limites a essa BANDALHEIRA DE JUROS POR USURA praticados por essas instituições! OPINIÃO!

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